terça-feira, 7 de setembro de 2010

Lágrimas.

Lágrimas são sentimentos expostos em estado líquido.
Eu não choro mais.
Apenas deixo-me transbordar pelos olhos.


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Gotas de Lua.

Minha alma sedenta, pela noite te procura.
Absorve aos goles, gotas de Lua.
Doces são os lábios,
e a carne... crua!

Roça tua pele em meu ventre.
Desliza tuas mãos em minhas curvas...

Me atiça os sentidos!
Acende tua chama!
Me incendeia, me ama!

Me decifra, me deixa nua.
Transborda-me o seu tato.
Porque hoje eu sou tua.

domingo, 15 de agosto de 2010

Isadora.

Misteriosa mulher invisível que me dá as mãos
e me leva para outra dimensão.
Sedutora alegria contagiante que me invade o coração.
Exala o perfume dos anjos que perderam suas asas
e esqueceram o caminho de casa.
Enche minha vida de cores, me apresenta novos sabores
e me enfeita com muitas flores.
Pertence a uma outra esfera.
É fruto da fertilidade da Primavera.
Me ama, me acaricia, me venera!

Mora dentro de mim.

Das múltiplas faces existentes em meu ser,
ela é a que mais me fascina.
Porque me alucina e a todos ilumina.
É chama acesa.
Indomável fantasia, faceira!
Intuitiva, ela é feiticeira!

Inconstante; cobiça miragens.
Mergulha nas mais loucas viagens.
Coleciona pétalas que são deixadas por seus caminhos,
de um horizonte imaginário!
Que vem me oferecer, em formato de relicário.



sábado, 14 de agosto de 2010

Vozes dos Deuses.

Nos meus sonhos coloridos,
as vozes dos Deuses vem me visitar.
Gritos sussurrados de suspiros...
Todas as palavras que posso inventar!
Sons que cantam com o vento.
Canções presentes nos campos da mente.
Vou seguindo as estrelas do infinito.
Solto minhas asas no ar!
Tranquei as sementes do mal num porão escuro.
Agora vejo tudo brilhar!
Bebo a água da fonte dos desejos.
Faço juras de amor e distribuo meus beijos.
Ouço as vozes dos Deuses a me guiar.
Caminho pela estrada do meu coração.
Faço de conta, varinha de condão.
Rastros de magia, feitiço...
Alucinação!





sábado, 7 de agosto de 2010

Leveza.


Na leveza dos seus encantos,
me deixei levar.
Na corrente dos seus desejos,
resolvi mergulhar.
Desfrutei das suas maravilhas.
Me alimentei com suas doces palavras.
Sua essência me iluminou.
E agora, os caminhos do seu destino lhe carregam pra longe.
Vai! Vai em busca dos teus sonhos!
Leva a alegria em teu peito.
Oferece o seu sorriso mais bonito.
Se lambuza com a beleza dessa louca vida!
Guarda em tua alma, todo o amor que há no mundo!
E se algum dia voltar,
encontrará no meu jardim
as lindas flores que brotaram
das sementes encantadas
que a sua presença plantou no meu coração!


sexta-feira, 16 de julho de 2010

Vida.

Saboreio momentos.
Consumo instantes.
Relampejo...
Me delicio a cada segundo.
Me alimento de fatos.
Experimento meus atos.
Vivencio o agora.
Resplandeço...
Coleciono sonhos.
Reflito sorrisos.
Cultivo afetos.
Transmito encantos.
Multiplico alegrias.
Compartilho AMOR!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A beleza da vida!

Minha primeira edição de vídeo!
Um pouco das coisas que me fazem ver como a vida é bela!


Música: Beauty in the World ( Macy Gray)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Fragmentos de mistério.



Na tela da lembrança passa agora, o mesmo filme.
Imagens, que ninguém mais viu.
Vejo e revejo sem parar.
Fragmentos projetados no infinito.
Fragmentos ocultos de mistério.

Mobilizo todas as células do meu corpo
e tateio na escuridão, uma palavra-chave para desvendá-lo.
Impulsos de euforia alimentam uma infinita vontade.
Levito em pensamentos...

Quero escrever essa história.
Plasmar essa lembrança.
Multiplicar os fragmentos.
Colar um fragmento ao outro.
Construir a história de nós dois.
Com um eterno começo
e um meio sem fim!

sábado, 3 de julho de 2010

Cântico negro. (José Régio)

" 'Vem por aqui' — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: 'vem por aqui!'
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: 'vem por aqui!'?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: 'vem por aqui'!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!"

terça-feira, 22 de junho de 2010

Meu elo perdido.

As vezes, tenho uma imensa necessidade de me encontrar.
Desvendar o grande mistério do MEU elo perdido.
Virar eremita. Me esconder do mundo. Sumir!
Se fosse possível; a desmaterialização seria o ideal.
Esse turbilhão das benditas emoções outra vez...
Preciso ficar em silencio profundo, até que todas essas vozes dentro de mim se calem.
Mergulhar no nada. Nadar numa folha de papel em branco.
Me encolher o máximo que puder, até virar sementinha.
Para que eu possa germinar...
São respostas contraditórias e involuntárias a me perturbar.
Mas, se não existem nem mesmo as perguntas, como é que elas estão lá?



sábado, 12 de junho de 2010

Quem é você?

O que você vai ser
quando você crescer?

Corrupto,
Otário,
Traficante
ou Demagogo?

Puta,
Poeta,
Alienado
ou Artista?

O que você vai ser
quando você crescer?

Cardiopata,
Hipocondríaco,
Psicótico
ou Analista?

Estamos todos doentes.
Cidades fabricam neuroses.
Sistemas produzem traumas.
Leis só existem no papel.

O que você vai ser
quando você crescer?

Alcoólatra,
Viciado,
Alucinado,
ou Delinquente?

Não deixe que os outros lhe digam
quem você deve ser.
A gente ama, sofre, sente.
Toca, ouve e vê.

Existe uma voz, bem lá dentro de você.
Procure ouvi-la.
E agora me diga.
Quem é você?



quinta-feira, 10 de junho de 2010

Do Baú de infância.

Direto do báu da minha infância, resgatei alguns cadernos.
Tenho um carinho especial por alguns deles.
Aqui vão dois versinhos que escrevi aos 13 anos, quando tive meu primeiro contato com a morte. Uma experiência marcante.
Nestes versos de criança, com alguns erros ortográficos comuns para a idade, ficou o registro da minha eterna saudade!!!


segunda-feira, 7 de junho de 2010

E a culpa é de quem?


Confusão mental, vista turva.
Tudo embaralhado.
Parado no meio do caminho
com o estômago embrulhado.

Tá de noite,
a Lua não veio,
tô sem lanterna
preso nessa caverna.

Procurando uma resposta,
sem saber qual é a pergunta.

Total desconexão.
Sinto frio e solidão.
Já não existe coração.
Tá faltando compaixão.

O novo não acontece.
E a culpa é de quem?
Papai do Céu, vê se não me esquece,
sou uma pessoa do bem.


quinta-feira, 3 de junho de 2010

Apenas Crianças.

As farras noturnas
de fulgor momentâneo
preenchem os vazios
como um alívio instantâneo.

A euforia farsante
das conversas de bar
se torna uma coisa instigante,
fácil se embriagar.

São tantos sorrisos tortos.
Diria até um poucos mortos.
Todos a exclamar suas questões,
inflamados de emoções.

No fundo são apenas crianças
que ainda tem medo do escuro.
Estão a buscar esperanças
para as dúvidas do futuro.


sábado, 29 de maio de 2010

Amigos sentimentos.

Sem que eu percebesse, a precipitação chegou junto com a inconsequência e as duas, sorrindo, me deram as mãos. A ingenuidade, por sua vez, também veio participar. Quando dei por mim, era tarde demais para olhar pra trás. Foi aí, que o arrependimento veio com toda a sua fúria e me agrediu friamente. Você apareceu lá de longe passando, lindo de braços dados com a imaginação e a lembrança.

A tristeza me deu um forte abraço me fazendo derramar algumas lágrimas. A lamentação as enxugou e me fez companhia. Até hoje ela está ao meu lado, sempre trazendo a lembrança para tomar um cafézinho. E o arrependimento, de vez enquando aparece ao longe acenando.

Só não sei onde é que foi parar a esperança. Essa desapareceu de repente. Nunca mais vi passar. Logo ela que era tão presente, vivia por aqui. Mas agora, quem está aqui todos os dias, sempre dando um alô é a saudade. Que por sua vez, sempre me fala de você.


Siminino.

Esse menino chega como quem não quer nada.
Sorri, senta e me conta uma piada.
Esse menino moleque.
Não pára quieto, todo serelepe.

Brisa nos cabelos, firmeza no olhar.
Sobe numa pedra, desce da pedra,
salta, dá piruetas no ar.
Parece até um passarinho aprendendo a voar.

Esse menino alegre, com apelido de rei.
É como um anjo perdido nesse mundão de Deus.
Pessoa que sempre gostei.
Admiro os sonhos teus.

Esse menino faz fama de durão.
Tira sarro com a cara de todo mundo.
Mas quando as coisas apertam pro seu lado,
ele entrega o ouro ao ladrão.

Esse menino é especial.
Deus tinha que olhar pra ele diferente.
Tinha que lhe dar proteção dobrada.
Para que nada o aconteça de mal.

Esse menino? Menino que nada!
Ele é um anjo disfarçado de menino.
Anjinho perdido, confuso e trapalhão.
E que ocupa um enorme espaço no meu coração.


sexta-feira, 28 de maio de 2010

Tic-tac faz o tempo.




Tic-tac faz meu pensamento.
E agora?
Será que ainda tá em tempo?
Da gente ser um dia
tudo aquilo que gostaria?
Tudo o que sonhamos
e ainda não realizamos.

Tic-tac, tic-tac faz o tempo.
A gente se enganou,
quando achou
que ele não nos alcançaria.
Agora, cá estamos
fundindo a cuca, nos desesperando.

Será que vai dar tempo?
O prazo é curto.



Eu quero é ser humano.

Eu canto Baia.
Escuto Mutantes.
Leio Nietzsche.
E ando de ônibus.

Procuro ser mais o que sinto
do que aquilo que entendo.
Não me interessa o ter.
Eu quero é ser.

Ser humana.
Ser mundana.

Mergulhar nos pensamentos
que me fundem a mente
e sair pra dançar.
Perder a consciência por algumas horas.

Ser empírica e filosófica.
Acreditar na ciência
e nunca deixar de ter fé.
Me haver na dualidade universal.

Onde tudo tiver que existir razão pra ser,
eu vou experimentar sensação.
Não sou do contra.
Nem nado à favor da correnteza.

Se me ocorrer a dúvida,
será nela que encontrarei a certeza.

Enquanto isso,
Rita Lee canta, dizendo
que hoje é o primeiro dia,
do resto da minha vida.


Em - 27/03/2007.


Eu quis.

Eu quis que fosse magia.
Eu quis ser inesquecível.
Eu quis lhe dar muita alegria.
Eu quis ser irresistível.

Mas você resistiu
Mas você esfriou.
Mas você nem me viu.
Mas você ignorou.

Poderia ter sido lindo.
Poderia ter dado certo.
Poderíamos viver sorrindo.
Poderíamos estar mais perto.

Se houvesse retribuição.
Se houvesse cumplicidade.
Se houvesse mais afeição
Se houvesse menos saudade.


Somente meu.


É tudo tão bom
quando você está por perto.
O que eu sinto
ainda não sei dizer ao certo.

Você parece um farol
quando sorri dessa sua maneira.
E brilha mais que o Sol,
aí não é brincadeira.

O coração se espreme
no fundinho do peito
querendo me dizer
que não tem mais jeito.

Agora serei somente sua,
e você somente meu.
Graças a branca Mãe Lua,
que fez juntar você e eu.